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A cidade que encanta

Foto:Bruno Miranda/Na Lata

Em quase todas as apresentações, os artistas têm enfatizado a importância da Semana da Canção para a cultura brasileira, com elogios à São Luiz do Paraitinga e sua musicalidade. A cidade das marchinhas, que promove desde o início da década de 80 um dos mais tradicionais carnavais de rua do país, mantém a cultura popular viva e pulsante com suas festas, encantando todos que vêm conhecer a estância. O que é comum acontecer é uma troca: quem vêm aqui passa um pouco de sua própria cultura, em shows e oficinas, mas volta pra casa reabastecido com o que viu e ouviu na terra do Saci.

Na noite de ontem, o intercâmbio cultural foi mais explícito em dois momentos. O primeiro foi no show Balangandãs da Ná Ozzetti no Mercado Municipal. Ao terminar o repertório canções conhecidas na voz de Carmen Miranda, chamou para o bis Suzana Salles e juntas cantaram uma marchinha de Galvão Frade, secretário de Cultura de São Luiz e compositor. A platéia vibrou, algumas pessoas formaram rodas e dançaram, enquanto Galvão cantava em meio a festa, emocionado.

No show do Coreto, foi a vez de Tom Zé prestar suas homenagens. Durante a noite, em que apresentou músicas de seu mais recente álbum, Danç-Êh-Sá, não deixava de interagir com o público. "Não gosto de cantar sozinho, então vou ensinar pra vocês frase a frase", disse logo no início do espetáculo. Em diversas ocasiões, brincou com o nome da cidade e levou o público ao delírio com a canção "Ogodô 2000", quando no refrão, só dizia: "São Luiz, São Luiz".

Postado por Débora Costa e Silva

20/09/2008 03:09:58 || Comentários (1)


Os sons da Bossa Nova

Foto:Bruno Miranda/Na Lata


No ano em que se comemora os 50 anos da Bossa Nova, a Semana da Canção também incluiu em sua programação uma palestra sobre este tema. O jornalista e músico Walter Garcia ministrou a aula “A batida de João Gilberto” no Espaço de Cultura Caipira, para explicar como foi criada essa forma tão peculiar de tocar violão. Segundo Garcia, a batida sintetiza, de uma maneira estilizada, os sons do tamborim e do surdo, instrumentos característicos do samba.

Mas a exposição foi além, com a análise da canção “Águas de Março”, de Tom Jobim, outro expoente da Bossa Nova. E como em quase todas as oficinas que têm rolado por aqui, o público opina, questiona e contribui com a aula. Ontem não foi diferente: da platéia, Zuza Homem de Mello contextualizou o período em que a canção foi composta e comentou sobre as influências do mercado fonográfico sobre a gravação de Tom e Elis Regina.

Postado por Débora Costa e Silva

20/09/2008 11:09:38 || Comentários (0)


Céu de estrelas

Foto:Renato Stockler/Na Lata


Ainda estou meio tonta de tanta beleza...

Acabei de chegar da segunda Semana da Canção e lá estava parecendo um céu de estrelas! Uma constelação de gente linda - especialmente a gente do lugar, as crianças aprendendo a BARBAtucar, a cantar, tocar...Improvisar! OFICINAS, aulas, shows...Tudo fluindo tão naturalmente que os senhores proseavam nas esquinas, as carroças vinham trazendo leite enquanto os técnicos e produtores andavam com seus walk-talks pra lá e pra cá...

Tudo em harmonia! Uma mágica possível quando se tem música, arte, sabedoria sendo compartilhada...E olha, faço uma aposta: este festival ainda será INTERNACIONAL, HEIN? Eu bem que podia morar em São Luiz, pensava... mas é bom saber que sempre a cidade estará de ouvidos e braços abertos, pois o segredo das BOAS VINDAS eles já conhecem de outros carnavais e eu posso voltar!

Ceumar
Cantora e compositora
Na Semana, ministrou a palestra "Criação e Composição" no Espaço de Cultura Caipira.

19/09/2008 10:09:21 || Comentários (0)


A proximidade com os artistas

"Uma das melhores coisas desta Semana é o encontro com amigos, com profissionais que admiramos e com público". A frase foi dita pelo compositor Paulo Baroni, mas ouvimos quase a mesma coisa da boca de muita gente. Quem é fã dos artistas que participam da programação, está fazendo a festa. O mineiro Kristoff Silva, por exemplo, que tocou suas músicas ontem na Capela das Mercês (quando declarou, emocionado, sua felicidade em participar da Semana), está desde o primeiro dia do evento em São Luiz do Paraitinga acompanhando tudo.

A grande atração da noite de ontem também perambulava pela cidade tranquilamente, até almoçou no famoso restaurante Cantinho dos Amigos. Lenine não viu problemas em tirar fotos com fãs nem deixou prosear com admiradores durante a tarde em que ficou por aqui. Mais tarde, em seu show no Coreto, cerca de 4 mil pessoas pulavam ao som de suas canções até culminar na música “Paciência”, quando o artista deixou os palcos em um clima tranqüilo que contagiou o público.


Postado por Débora Costa e Silva

19/09/2008 09:09:25 || Comentários (0)


Podcast Nº6 - 2ª Semana da Canção Brasileira - Oficina Ritmos do Brasil com Pedro Luís e a Parede

Foto:Bruno Miranda/Na Lata

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Ouça offline, baixando o arquivo MP3:

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Clique aqui para ouvir:

Postado por Paulinho de Jesus

19/09/2008 04:09:07 || Comentários (0)


Público fiel

Foto:Renato Stockler


Tem algumas figuras que estão presentes em todos os eventos da Semana. Eis aqui o retrato do nosso companheiro mais fiel, que não vê problemas em passear pelo Espaço de Cultura Caipira, dar uma espiada nas oficinas da Casa Oswaldo Cruz ou descansar ao som de Luiz Tatit entre os bancos da Capela das Mercês, por exemplo, como se pode ver na foto.

Postado por Débora Costa e Silva

19/09/2008 11:09:49 || Comentários (0)


Fotos 18/09

Fotos: Bruno Miranda
É necessário ter o plugin FLASH instalado.






Postado por Paulinho de Jesus

19/09/2008 11:09:38 || Comentários (0)


A era dos festivais

"Um festival reúne duas paixões brasileiras: a música e o futebol, por haver uma competição". A afirmação é do musicólogo, jornalista e produtor musical Zuza Homem de Mello, que expôs a palestra A Era dos Festivais hoje no Espaço de Cultura Caipira. Zuza publicou, entre outros, um livro homônimo, em que conta histórias dos bastidores, faz análises sobre as músicas e contextualiza os festivais do ponto de vista cultural, político e social.

Ele classifica o período, que vai de 1965 a 1972, como "era" justamente pela conotação histórica e política que o termo carrega. Afinal, a ditadura militar foi de certa forma uma das protagonistas da história dos festivais no Brasil, interferindo em quase tudo, desde modificar e manipular o formato dos shows até censurar as canções. Ao longo de sua aula, Zuza mostrou diversas músicas que concorreram aos festivais promovidos e exibidos por alguns canais da televisão, mas não deixou de lado canções que, mesmo fora das competições, marcaram a época.

Postado por Débora Costa e Silva

18/09/2008 06:09:26 || Comentários (0)